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Quando indicar o financiamento de imóvel na imobiliária?

Uma das principais dúvidas que o corretor normalmente tem é sobre como orientar seu cliente de maneira correta. É preciso fazer isso com cuidado e atenção, sempre pensando naquilo que é melhor para o consumidor. Isso também ocorre no financiamento de imóvel.

Será que essa é a melhor opção para o seu cliente específico? Essa resposta vai depender de cada caso. Por isso, é preciso entender como funciona o financiamento para saber quando essa sugestão pode ser realizada.

É disso que vamos tratar neste post. Quer saber mais? Acompanhe!

Como funciona o financiamento de imóvel?

A ideia dessa modalidade de empréstimo é fazer o pagamento à vista do imóvel para o vendedor, enquanto o comprador quita a dívida com o banco de modo parcelado. No entanto, é solicitado um valor de entrada que deve ser empregado no momento da assinatura do contrato.

Como é um crédito oferecido pela instituição financeira, há cobrança de juros. Por outro lado, a vantagem é poder fazer o parcelamento do imóvel em até 420 meses, correspondente a 35 anos.

É por isso que o financiamento é uma opção tão explorada pelos consumidores. No entanto, é necessário considerar as diferentes etapas da concessão desse crédito para saber se esta é uma opção viável para o comprador.

Quais são os requisitos do financiamento?

Esse empréstimo possui 3 requisitos que devem ser avaliados antes de você indicá-lo como alternativa para seu cliente. Veja quais são eles:

Condições de financiamento

A maioria dos bancos oferece a modalidade de financiamento imobiliário. Cada um deles possui condições diferenciadas, como taxas de juros, duração do contrato, percentual do preço do bem que pode ser financiado etc.

Por exemplo: fazendo a simulação na Caixa Econômica Federal (que é a instituição financeira que mais concede esse tipo de empréstimo) percebe-se que, em alguns casos, a entrada pode ser de, aproximadamente, 50%. Em outros é referente a 20% ou 30%.

Essa diferença acontece devido a diferentes fatores, mas um dos principais é a renda do comprador. Como o valor da parcela mensal não pode ultrapassar 30% do salário, a entrada exigida pode ser mais alta para compensar essa questão.

Em relação às condições de financiamento, também é preciso analisar outras questões. Uma delas é se o imóvel tem escritura e Habite-se. Sem esses documentos formalizados é impossível financiar.

O comprador e o vendedor também devem ter certidão negativa de débitos em geral. Caso haja alguma pendência, o financiamento certamente será negado pela instituição financeira.

Documentos

O comprador e o vendedor precisam entregar uma série de documentos para solicitar o financiamento. Entre eles estão:

  • RG e CPF;
  • comprovante de estado civil;
  • comprovante de renda.

Os autônomos precisam apresentar outro tipo de comprovação de renda, como contrato de prestação de serviço, declaração do sindicato ou do Imposto de Renda, recibo de recebimentos por trabalhos prestados ou a Declaração Comprobatória de Recepção de Rendimentos (Decore), que pode ser fornecida por um contador.

Avaliação do imóvel

O imóvel é avaliado por um engenheiro ou arquiteto do próprio banco antes do financiamento ser concedido. A ideia é confirmar seu valor e ter certeza de que ele cumpre os requisitos de segurança, ou seja, de que não há problemas que possam inviabilizar seu uso.

Somente depois dessa etapa é que o contrato é elaborado pelo banco e, posteriormente, assinado. É a partir daí que o comprador assume a dívida e começa a efetuar o pagamento mensal.

Quais são os tipos de financiamento disponíveis?

O financiamento imobiliário geralmente é concedido pelo banco, mas também pode ser feito com a construtora, especialmente quando o imóvel é novo ou está na planta. Para a imobiliária, representa uma oportunidade de agilizar o processo e não correr riscos.

Veja a seguir os diferentes tipos de financiamento disponíveis:

Sistema Financeiro de Habitação (SFH)

Essa modalidade prevê o uso de recursos de Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Nesse caso, o preço do bem e o limite do financiamento varia com certa periodicidade. Também há restrições quanto à renda familiar, que existe uma limitação máxima conforme a região do país. A vantagem é que a taxa de juros não pode ser superior a 12% ao ano. No entanto, é importante verificar as restrições impostas na sua cidade.

Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE)

Esse tipo de financiamento não conta com limites de renda. Se o valor do imóvel ultrapassar o limite do SFH, as taxas de juros podem passar de 12%. Se ficar dentro da faixa estipulada a regra de, no máximo, 12% ao ano é cumprida.

Construtoras

Nesse caso, há uma flexibilidade maior de negociação, já que não há limites de renda para o valor do imóvel nem sobre a taxa de juros. Porém, há um risco maior para o comprador.

O imóvel ainda pode estar hipotecado com o banco. Por isso, recomenda-se exigir a comprovação de que ele foi tirado da hipoteca depois da quitação da dívida.

Dentro desses 3 tipos é possível fazer o financiamento pela Tabela Price ou pelo Sistema de Amortização Constante (SAC). O primeiro é aquele em que o valor mensal é constante. Na prática, isso significa que a amortização do montante principal da dívida é crescente.

Já no SAC ocorre uma amortização constante. A vantagem é que o valor pago mensalmente é decrescente.

Quando vale a pena indicar o financiamento?

Essa modalidade é mais recomendada para pessoas que moram em um imóvel alugado e possuem o dinheiro da entrada para pagar. O cuidado necessário é que a renda deve ser compatível com o pagamento para evitar a inadimplência e, possivelmente, a perda da propriedade.

O ideal é considerar a situação do cliente e indicar essa possibilidade com suas diferentes opções. Fazer simulações e indicar o que a instituição financeira poderá fornecer e exigir é a melhor maneira de trazer dados consistentes que o farão escolher com segurança.

Agora que você entendeu quando indicar o financiamento de imóvel na imobiliária, que tal se aprofundar no assunto? É só baixar o e-book Como corretores bem-sucedidos orientam seus clientes a tomarem a decisão certa na compra de um imóvel?

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